Elementary


Elementary conseguiu reunir duas coisas que me agradam muito: série de investigação policial e histórias de Sherlock Holmes! Para minha surpresa, o Watson é na verdade a Watson, ou seja, uma mulher! Nada mais, nada menos que Lucy Liu, uma das Panteras! E diga-se de passagem, a atrzi está excelente na série!

A série envolve vários elementos do próprio personagem Sherlock Holmes, que vai além dos brilhantes métodos dedutivos: Watson era um médico assim como a personagem de Lucy Liu e o próprio Holmes era viciado em cocaína, uma atitude em protesto ao tédio! Além disso, o Holmes da série é arrogante, inteligente e um bom violinista, igual ao personagem de Arthur Conan Doyle.


Talvez a maior diferença esteja na questão do Watson ser mulher e a principio uma espécie de babá do Holmes, contratada pelo pai do protagonista. Watson é uma ex-médica que agora trabalha como acompanhante de ex-viciados e fica com as pessoas por um mês para ajudá-los quando saem das clinicas de reabilitação. 

Robert Doherty conseguiu levar para Elementary vários aspectos de outras séries também policiais, como CSI, Lie to Me, Monk, The Mentalist e até mesmo Medium, série em que foi escritor e produtor. Por ter certas semelhanças, parte da crítica acabou não vendo muita originalidade na série, o que de fato é incontestável, mas é algo que sinceramente não me incomodou nem um pouco. É certo que tanto na primeira temporada como na segunda, alguns episódios são bem mornos, com muitos clichês, mas outros são bem empolgantes e inteligentes, principalmente quando os casos afetam a vida pessoal de Sherlock, que é uma pessoa extremamente instável. Também é interessante acompanhar a evolução da Watson na série, que passa de uma simples acompanhante, para assistente, companheira e aprendiz. Watson se sente viva ao ajudar Holmes e este, por mais que possa tentar esconder, guarda um grande carinho pela companheira, que é bem fiel a ele. Agora, se a amizade vai passar para o romance, só assistindo as próximas temporadas, mas sempre achei que romances entre protagonistas de séries policiais não costumam fazer bem para o enredo.



Particularmente a atuação de Jonny Le Miller (de Eli Stone) como Sherlock me agradou bastante e é sempre bom ver Aidan Quinn (capitão Gregson) atuando. Aliás, gostaria que ele tivesse até mais participação na série!

Resumindo: Elementary já está em sua quarta temporada com episódios excelentes e outros que não conseguiram amarrar bem os casos com a trama principal, mas de qualquer forma é bem interessante e possível vê-la pela Netflix!

Michele Lima

Lie to me


Eu odeio quando as séries são canceladas sem ter um final, odeio! Custa fazer um final digno e respeitar nos fãs? Deve custar porque Lie To Me passou por esse descaso!

Lie To Me é uma é uma série que estreou na FOX em 2009, tendo apenas três temporadas, o suficiente para nos viciar. Dr. Cal Lightman (interpretado pelo excelente Tim Roth) e sua sócia Dr. Gillian Foster (Kelli Williams), possuem um empresa que descobre crimes observando a linguagem corporal e as micro expressões faciais dos suspeitos. Com eles também trabalham Eli Locker (Brendan Hines), Ria Torres (Monica Raymund) e o agente do FBI Ben Reynolds (Mekhi Phifer)

Cal é um personagem super polêmico, às vezes seu modo de ser me lembra o Dr. House, sarcástico, se acha acima da lei e é muito bom no que faz. Tim Roth faz de Cal um baixinho ousado, irritante e às vezes sem filtro e quem geralmente sofre com isso é a Dr. Gillian, que precisa lidar com as consequências dos atos de Cal, que sempre que pode brigar com todo mundo. A relação dele, inclusive, não é nada boa com Eli, mas é interessante notar que quanto mais Cal pisa no seu funcionário, mais ele se esforça. Já Ria, que era, ex-funcionária de Aeroportos, a relação de Cal é mais amigável e a moça cresce bastante como profissional ao longo das temporadas.



Cada episódio vemos The Lightman Group resolvendo um caso específico, mas também vamos acompanhando Cal lidando com sua filha adolescente, sendo um pai neurótico e ciumento e também sua relação de lealdade e cumplicidade com Gillian. 

A série foi cancela por motivos de audiência, mas os casos sempre foram bem interessantes e eu sempre tentei descobri quem metia e nem sempre acertava!

Vale lembrar que Dr. Cal Lightman é baseado em Paul Ekman, conhecido psicólogo e expert em linguagem corporal e expressões faciais, o que deixa o personagem bem mais interessante.

As três temporadas da série está disponível, até o momento, na Netfix.

Michele Lima

Scandal


Eu havia prometido a mim mesma nunca mais ver nada da Shonda Rhimes, não depois dela ter matado um certo personagem em Grey’s Anatomy e também porque me cansei da Shonda fazer drama com morte de personagens queridos, que falta de criatividade! No entanto, eu pequei e comecei a ver Scandal!

Às vezes eu penso que a série não é da Shonda, ninguém de importante morreu! E é claro que a maldita ainda consegue nos viciar em sua história! Tudo bem que às vezes fica se repetindo o mesmo problema, afinal, a Olivia Pope (Kerry Washington), a protagonista, tem uma paixão secreta que no decorrer da série deixa de ser secreta) com o presidente dos Estados Unidos!

Olivia é uma gerenciadora de crises e juntamente com sua equipe resolve todos os tipos de problemas! Só que a série é muito mais do que isso, é sobre os podres dos personagens, suas mentiras, seus escândalos! E ninguém se salva, ninguém mesmo! Todo mundo tem um podre escondido! E na primeira temporada o problema gira em torno de Quinn (Katie Lowes), uma mulher que integra a equipe de Olivia, mas tem um passado que esconde, uma passado que está diretamente relacionado a Olivia. Depois temos vários escândalos na série que envolvem o Presidente Grant (Tony Goldwyn), a primeira-dama, Mellie (Bellamy Young) e sua obsessão pelo marido e pelo poder, Cyrus (Jeff Perry), chefe do gabinete, que é capaz de tudo para manter Grant na presidência, sem contar a equipe da Olive. Cada um precisou dela em alguma momento da vida, o que os tornam completamente leias a ela. 


O meu prefiro é Huck (Guillermo Diaz), ao menos até a terceira temporada, treinado para ser uma assassino, Huck se tornou um viciado em matar, mas que um dia foi salvo por Olivia. Huck tem um passado surpreendente e já passou por muita coisa na vida. Abby (Darby Stanchfield) no começo é uma personagem chata, mas quando se envolve com David (Joshua Malina) passa a ser muito mais interessante! E não tem como não gostar de Grant, o cara é lindo, poderoso e ainda aceita deixar a Casa Branca por amor a Olivia! Em contra partida, a primeira dama é um nojo, mas na terceira temporada a gente descobre que Mellie já suportou muita coisa por Grant, muita mesmo.

É difícil falar muito sobre série sem soltar spoilers, mas a cada episódio a gente se envolve mais, é chocante saber quem é o pai da Olivia, o que Grant fez na marinha, o que Mellie já passou para ajudar o marido, do que Cyrus é capaz de fazer em busca de poder e quando eu digo que ninguém se salva, é ninguém mesmo. Nem a protagonista se salva porque aceitou fazer algo ilegal para ajudar o presidente, talvez o mais ingênuo seja James (Dan Bucatinsky), marido de Cyrus, mas aos poucos até ele fica corrompido. Até mesmo David que é o personagem mais honesto na série, acaba cedendo ao fingir que não vê o que a equipe de Olivia faz.


Enfim, é um série que prende, cheia de revelações, que vai contando o passado dos personagens aos poucos e no final fica muito difícil não se viciar, mesmo que a gente odeie Shonda Rhimes!

Michele Lima

Cretino irresistível


Cretino Irresistível é das autoras Christina e Lauren de uma series de livros (oito na verdade) hots, mas não tão hots assim!

Chloe é a assistente de Bennet o cretino que de fato é irresistível e os dois se odeiam, o ódio é quase palpável assim como a atração que eles sentem um pelo o outro! Bennet não consegue mais controlar o desejo por Chloe e apesar de tratá-la pessimamente ele não consegue ficar longe da moça. E ela apesar de saber que o chefe é um cretino também não consegue ficar longe dele, a ponto de arriscar sua carreia.

Chloe precisa do emprego, precisa terminar as horas de estágio na empresa e sabe que já fez muito mais que uma mera assistente faria. Chloe é inteligente, esforçada e sabe que é muito boa no que faz, mas não consegue resistir a Bennet! E até a família do rapaz adora a moça e sabe da importância dela.



Bennet a princípio é mais que um cretino, é terrível, tentar tratar tudo como mero sexo, mas não consegue e ao longo do livro vamos conhecendo a relação de amor e ódio dos dois, com cenas muito engraçadas.

Christina e Lauren possuem um narrativa gostosa e envolvente, fácil e rápido de ler, e não fiquei preocupada com a enorme quantidade de livros, mesmo porque cada um fala de um personagem diferente e já estou lendo Estranho Irresistível e adorando conhecer Sara e Max!

Como eu disse, o livro tem cenas hots, mas nem tanto, tem uma equilíbrio muito bom entre romance e cenas mais quentes, o que agradará quem gosta de hot e mesmo aqueles que preferem mais um romance.

Dados do Livro:

Cretino Irresistível 
Autora: Christina Lauren
Editra: Universo Dos Livros


Michele Lima

Escolhida pelo Lobo


Recebi da autora Flávia Cunha o livro Escolhida pelo Lobo e embora eu estivesse afastada dos romances sobrenaturais, eu acabei voltando com tudo, me viciando novamente no gênero, devorando o livro da autora em poucos dias.

O livro começa mostrando um pouco da história dos Homens/Lobos e toda sua história de guerra para enfim, chegar na atualidade. Hunter Lonewolf é o líder de seu grupo e constrói “Lone Wolf”, um lugar seguro e uma vida confortável para toda sua alcateia que deseja um novo começo, sem sangue, sem guerra. No entanto, encontrar uma parceira humana é algo novo, raro, apesar de já ter acontecido Hunter não esperava que acontecesse com ele e muito mesmo que a visitante especialista em lobos, Alex, fosse uma mulher e sua parceira.

Um Lobo ao encontrar sua parceria é para toda a vida, ela fica presa a ele e não consegue abandoná-lo e nem ele a ela e assim, vamos acompanhar a história do casal que além de enfrentar as diferenças, precisa enfrentar um inimigo infiltrado entre eles.


É bem interessante acompanhar a dificuldade de Alex em entender que o homem que ela está apaixonada se transforma em um lobo assassino, além de ser interessante também ler as cenas de sexo entre eles, já que são bem diferentes.

O livro tem coadjuvantes com histórias que chamam atenção e por isso fiquei muito feliz em saber que a autora escreveu um segundo livro da série, Resgatada pelo Lobo, já que o final desse livro pede claramente uma continuação. E espero que autora continue escrevendo sobre os Lobos de Springville, que são apaixonantes! 

Enfim, é uma leitura de romance sobrenatural bem rápida, com diálogo bem desenvolvidos e vai agradar todos que gostam do gênero.

Michele Lima

Pela lente do amor


Depois que li Vai sonhando! da Megan Maxwell encontrei também Pela lente do amor! E claro que não resisti e fui ler!

Ana é fotógrafa e divide o apartamento com sua amiga Nekane, mas um incêndio coloca em sua vida o bombeiro Rodrigo, um homem charmoso que arranca suspiros da mulherada. A principio Rodrigo está saindo com uma das modelos que Ana fotografa e Ana insiste em ser grosseira com o rapaz. No entanto, depois de uma noite de sexo os dois viram amigos e Ana começa a esconder o que sente por ele. A história poderia ser apenas sobre isso, mas Megan Maxwell guarda o melhor pra depois, quando Ana fica grávida e não é de Rodrigo. Na verdade a moça mal conhece o pai da criança e até pensa em abortar, mas no final das contas acaba mentindo para os pais ao dizer que Rodrigo é o pai de seu filho. E o pobre do bombeiro nem tem ideia da tamanha da mentira contada pela amiga.

Rodrigo acaba enfrentando muita confusão por causa de Ana e a princípio confesso que não gostei do personagem. Era tão óbvio o que Ana sentia por ele que parecia ridículo demais o modo como ele a machucava sem saber. Depois passei a ter raiva de Ana e sua teimosia. E assim, em algum momento da história oras eu odiava Rodrigo, oras eu odiava Ana! Incrível que apesar de não gostar dos protagonistas adorei a história. Tanto que devorei em dois dias.


Megan Maxwell sabe contar um romance, suas personagens são ousadas, modernas, independentes e o romance não acontece de uma hora para outra. Pela lente do amor acompanha a vida de Ana antes da gravidez, durante a gravidez e um pouco depois que ela tem seu filho. E ainda assim não sentimos que a autora nos enrola para contar o enredo, durante todo o tempo ela consegue nos prender. Importante ressaltar também que os coadjuvantes também possuem importância na história e todo mundo torce por Ana e Rodrigo!

Enfim, continuo gostando de Megan e me preparando para a série Peça-me o que quiser!

Informação do livro:
Título: Pela Lente do Amor
Autora: Megan Maxwell
Editora Essência

Michele Lima

Lidando com a decepção


Em meio a essa enorme discussão sobre a Cultura do Estupro no país, depois que uma adolescente foi estuprada por 33 homens, vi a notícia de que Johnny Depp está sendo acusado de violência doméstica por sua atual mulher, Amber Heard.

O advogado do ator diz que a acusação de violência doméstica é uma tentativa de Amber de conseguir um rápido acordo financeiro e uma pensão de U$ 50.000 por mês.

Assuntos super delicados, mas é um tanto difícil defender o Depp, só porque ele faz caridade não quer dizer que ele seja um santo, por outro lado, infelizmente, mentiras desse tamanho não seria a primeira vez a ocorrer. Apenas acho que talvez a Vanessa – fenda enorme entre os dentes – Paradis, primeira mulher do ator, que nunca deu sinal de violência doméstica (e nem sempre os sinais aparecem), pode ser uma das das poucas capazes de dizer se o ator é ou não um agressor. Acho muito difícil uma pessoa passar mais de 10 anos com alguém e não agredi-la fisicamente e de uma hora para outra passar a ser um agressor. Difícil, mas também não é impossível!

Muito se falou do termo “suposto estupro” no caso da adolescente e vi uma moça dizendo que o termo é usando porque o estupro ainda não foi julgado. Bem, ninguém diz suposto assassinato, né? Não gosto do termo, mas no caso do Depp a questão é mesmo de suposições, não dá pra saber de fato, embora eu acredite em Amber até que se prove o contrário, o que me faz sentir uma enorme decepção.... é a palavra que me define no momento.....

Muito difícil quando uma imagem se desfaz...

Michele Lima

Querida, encolhi as crianças


Eu já fiz uma rápido comentário de Querida, encolhi as crianças (1989) aqui, mas recentemente me deparei com o filme na Netflix e até fiquei emocionada. Eu assisti a esse filme quando criança, numa época que qualquer efeito especial simples já me encantava, qualquer enredo fantástico era o suficiente para ativar minha imaginação. Acho que já dá pra perceber que fui picada pela nostalgia!

O filme fala de Wayne Szalinski (Rick Moranis) e sua família. Um dia Szalinski, que parece ser um cientista maluco, cria uma máquina que encolhe objetos e num acidente seus filhos e os do vizinhos acabam encolhendo também. Indo parar no jardim na casa, o cenário vira uma selva e os insetos animais monstruosos! E dessa forma, as crianças que nem se dão muito bem acabam enfrentando uma enorme aventura. Amy (Amy O'Neill) e Russ (Thomas Wilson Brown) são os meus personagens favoritos, afinal, desde criança eu sempre adorei um romance. Eles se detestam a princípio, mas acabam se dando super bem depois de viverem em perigo e passarem por essa aventura! Amy é uma garota típica popular e Russ é uma cara legal que no fundo se sente inseguro em relação a Amy. Já Nick (Robert Oliveri), o irmão mais novo de Amy é a cópia do pai em todos os aspectos e Ron (Jared Rushton) um tanto rabugento.


Querida, encolhi as crianças acabou tendo outras continuações, Querida, Estiquei o Bebê e Querida, Encolhi a Gente que eu simplesmente detestei, nenhuma deles teve mais o brilho do primeiro filme, mesmo que o ator Rick Moranis continuasse nelas.

Vale destacar que o começo do longa tem uma animação bem legal que foi cortada, infelizmente, para a TV. E de modo geral os efeitos para época eram fantásticos e o filme mais um sucesso da Disney! Acabou virando um Clássico da TV brasileira porque passou inúmeras vezes no SBT e na globo, pena, que já faz tempo que eles não reprisam.

Michele Lima

Fuller House



No momento que eu soube que a Netflix ia proporcionar uma nova série para Full House, já me bateu uma grande nostalgia, mas não estava preparada para Fuller House, que me tocou desde o primeiro episódio, quando a família canta o tema dos The Flintstones em volta do berço do bebê, exatamente como fizeram na primeira série! Foi lindo de ver!

Fuller House mostra os nossos personagens queridos de Full House, conhecida no Brasil como Três é Demais, anos depois do fim da série. Agora DJ (Candace Cameron Bure), Steph (Jodie Sweetin) e Kimmy (Andrea Barber) estão adultas e passam a viver juntas! A premissa é a mesma da série anterior, só que se antes a gente tinha três homens cuidando das crianças, agora a gente tem as mães solteiras. A exemplo de Joey Gladstone (Dave Coulier) que não teve filhos na série, Steph é a tia solteira sem filhos. E se DJ continua sendo a mais responsável, Kimmy continua maluca como sempre foi!


DJ perdeu o marido e agora tem três filhos para criar e vai contar com a ajuda de Kimmy, sua melhor amiga, que também tem uma filha, Ramona (Soni Nicole Bringas) e Steph que resolve ficar com a irmã para ajudá-la. Muito se falou da ausência das gêmeas Olsen, que faziam a personagem Michelle, mas elas não fizeram falta. Pelo contrário, a série soube usar muito bem a ausência da personagem para fazer piada com as Olsen! Numa espécie de piada interna que todo mundo entendia muito bem!

Temos a participação dos personagens mais antigos como Danny (Bob Saget), Tio Jesse (John Stamos que continua muito lindo), Rebecca (Lori Loughlin) e Joey Gladstone (Dave Coulier)! E se em Full House o roteiro dava espaço para as crianças em Fuller House não foi diferente. Jackson (Michael Campion) é uma graça, Ramona é a cara da adolescência atual, mas Max (Elias Harger) rouba a cena por diversas vezes! É sem dúvida meu personagem preferido! Bem como Fernando (Juan Pablo Di Pace), ex-marido de Kimmy, que é tão doido quanto ela!


A série aborda questões super atuais como a internet e os adolescentes, a dificuldade em ser mãe solteira, divórcios, entre outras coisas. Algumas pessoas acharam Fuller House fraca, eu achei incrível. Não é uma série para ser a melhor sitcom da atualidade, mas é leve, agradável, divertida e que com certeza nos ajuda a nos distrair depois de um dia cheio. E quando a gente termina, é inevitável não sorrir!

Michele Lima

Hot in Cleveland


Um dia passeando pela Netfix me deparo com uma série chamada Hot in Cleveland (No Calor de Cleveland no Brasil) e fiquei intrigada com o enredo: três amigas se mudam para Cleveland e passam morar juntas. Por algum motivo me lembrei de Sex and the city e resolvi ver! Sorte a minha que decidi assisti porque ri demais com a série!

Hot in Cleveland não é uma série, se não muito me engano, que teve um grande marketing ou que ficou super conhecida, mas é divertida! Melanie Moretti (Valerie Bertinelli) está se divorciando do marido e junto com Joy Scroggs (Jane Leeves) e Victoria Chase (Wendie Malick) viajam a Paris para descansar e esquecer um pouco dos problemas. No entanto, o avião para em Cleveland e lá elas encontram uma nova vida. Afinal, os homens estão olhando pra elas e pouco se importam com maquiagem ou idade! Nada parecido com a vida que elas levam em Los Angeles! Por isso, Melanie decide ficar e suas duas amigas a acompanham. O único problema é que Elka Ostrovsky, a sempre fantástica Betty White está no pacote da casa que elas alugam! E assim, Elka acaba entrando na vida dessas três mulheres!


Melanie parece ser a mais madura e sensata das três, Joy, uma esteticista é talvez a mais realista e tem uma séria implicância com a Elka, melhor dizendo, Elka que implica com a moça. Já Victoria é uma atriz que depois de anos fazendo o mesmo papel numa novela de quinta categoria, agora está sem emprego e precisando melhorar a autoestima. Victoria é extremamente egoísta e egocêntrica, mas mesmo assim é uma das minhas personagens preferidas, perdendo apenas para Elka! Não tem como não rir horrores com a Beth White e suas piadas! Elka tira sarro da sua idade, do sexo, das tecnologias, enfim, é o personagem mais rico da série e devidamente muito bem explorado!

As quatro passam a viver juntas e enfrentam todos os tipos de problemas ao longo da série, mas principalmente amorosos e até a Elka entra nessa! Problemas com peso, idade, filhos, tudo isso é abordado na série e vamos acompanhando as peripécias das quatro em busca de um final feliz. Cada novo romance, um drama apresentado.


Claro que ao longo das seis temporadas, a sitcom acabou passando por altos e baixos, alguns episódios são excelente, fazendo a gente rir do início ao fim, outros já são óbvios demais. Destaque para as cenas de erros nos especiais, é hilário vê-las errando e muito interessante ver o comportamento de Betty White nos bastidores.

Enfim, Hot in Cleveland é uma sitcom é que diverte e deve agradar a todos que gostam de ver uma boa série de comédia.

Michele Lima

Revanche


Procurando como sempre por mais romances me deparei com a autora Sarah Mayberry até então completamente desconhecida por mim e adoro quando me surpreendo positivamente com uma autora! Gostei tanto do livro e até procurei mais de Sarah pra ler! Pena que só achei em português mais um, que seria a sequência desse primeiro, com personagens diferentes.

Em Revanche vemos Sadie, uma garota super inteligente em sua adolescência, apaixonada pelo garoto que sempre tira notas baixas. Porém, um mal entendido faz com que Sadie e Dylan se odeiem. Os anos passam, Sadie ganha um belo par de seios e Dylan superar seu grande problema, já que descobre que tem dislexia e a descoberta o muda por completo. Sadie é um roteirista de sucesso que trabalha numa novela bastante famosa e sua produtora contrata os serviços de Dylan, que será um dos roteiristas. Nem preciso dizer que isso causa uma imensa confusão, né?


Os dois personagens se odeiam, mas precisam manter o profissionalismo e Sadie além de ter que enfrentar seus traumas do passado ainda precisa se recuperar do fato de ter sido abandonada na igreja! E Dylan faz de tudo para que ninguém perceba sua dislexia. Interessante notar que a novela em que eles são roteiristas parece ser excelente também e acabamos acompanhando a história criada pelos personagens. E assim a autora cria uma ficção dentro da ficção no melhor estilo da metalinguagem.

Sadie tem duas amigas e uma delas é protagonista de Casual, mas já em Revanche a gente começa a gostar dos coadjuvante e suas histórias. O livro mostra a superação dos traumas de infância, mas possui cenas bastante hot. É uma narrativa agradável que nos conta aos poucos os motivos que os protagonistas possuem para se odiarem e também o inicio do romances deles.

Pra mim que adoro um romance, Revanche foi uma grata surpresa.

Informações do livro:
Revanche
Autora Sarah Mayberry
Editora Harlequin

Michele Lima

Mogli – O menino lobo: minha saga com a versão dublada


Recentemente fui na Cabine de Imprensa de Mogli e fiz a resenha do filme para meu blog O que tem na nossa estante (para ler CLIQUE AQUI). No entanto, eu vi a versão legendada em 3D e como meu marido ama animações e filmes com animais fui conferir o longa novamente, só que dessa vez na versão dublada.

Quem me conhece sabe que sou super fã da dublagem brasileira e acho que quem reclama nunca deve ter escutado uma dublagem mexicana! A nossa dublagem é uma das melhores do mundo, mas confesso que torço o nariz quando vejo ator global ocupando o cargo de muitos dubladores, só porque são atores globais! Está certo que todos estavam muito bem e eu sei que parte da crítica detestou Thiago Lacerda como Shere Khan e Marco Palmeiras como Baloo, eu particularmente gostei. E também gostei muito do Dan Stulbach como Bagherah e Julia Lemmertz como Raksha, a mãe-loba. Como sempre, estou na contramão dos críticos.


Apesar de achar a nossa dublagem muito boa, eu ainda prefiro ver legendado e percebi, por exemplo, que eles traduziram uma parte bem diferente do que estava no original e a piada do Baloo ficou completamente sem graça no dublado. Poxa, dava pra ter mantido a palavra “marketing”, não entendi mesmo o motivo pra ter traduzido por “regras”! 

Enfim, o dublado tem um público também bem especifico: as crianças! E eu já tinha me esquecido delas! Eu realmente gostaria de saber por que as mães insistem em levar filhos com menos de 4 anos para uma sala de cinema. É direito delas, claro, mas pelo amor de Deus, a criaturinha não fica 2 horas parada e calada! Ela não se concentra pra ver o filme, fala o tempo todo, acaba não acompanhando a história e atrapalhando todo mundo no cinema!


Por tudo isso eu e meu lado rabugento resolvemos não ver mais dublado, a não ser em caso de amor pelo marido, que coitado foi praticamente assaltado no cinema, já que o no Shopping Eldorado aqui em São Paulo, duas inteiras estão custando 74 reais! São muitas Dilmas para apenas um filme!

Quanto ao longa, continuo achando a animação do diretor Jon Favreau muito boa e o ator mirim Neel Sethi fantástico, super expressivo, com uma grande futuro pela frente! Quem ainda não viu, deveria ver, Mogli - O menino Lobo é lindo e tem tudo para se tornar um novo clássico.

Michele Lima