Música- A experiência-Parte I

     Sábado passado foi o show da Beyoncé aqui no Morumbi. Foi a primeira vez que eu assisti a um show em um grande estádio.

     Confesso que quando acordei no sábado pela manhã pensei que talvez fosse melhor dormir mais um pouco e deixar essa história de pegar fila, sol, calor e chuva pra lá. Graças a Deus eu quis salvar os meus 70 reais! O show foi maravilhoso.

     Quando eu desci do ônibus em direção ao Morumbi, perguntei pela décima vez ao Vinicius se a caminhada era longa. “Mais ou menos”, disse-me. Bom, então eu me preparei para no mínino uma caminhada de 20 minutos. Só que o Vinicius se esqueceu de dizer que “mais ou menos” era para chegar ao estádio. Sim, porque quando finalmente chegamos à porta do Morumbi tivemos que caminhar mais 15 minutos para acharmos o fim da fila. Depois que achamos, tivemos sorte, os portões abriram e a gente conseguiu entrar logo no estádio, mas a sorte parou por aí.

     Durante as duas primeiras horas de espera, foi tudo diversão: era ola, gritos, conversas, enfim, uma zorra, mas por volta das cinco da tarde tudo estava prestes a mudar. Havia um grupo próximo da gente, que vinha do Senhor do Bonfim, que estava fazendo uma grande algazarra. Uma das meninas, por causa do calor, ficava gritando para que o Universo (?) mandasse chuva, afinal estávamos sendo torrados. Alguns minutos depois, como todos os dias em São Paulo, o Universo atendeu ao pedido da menina e a chuva começou. Não demorou muito pra garota começar a falar que “já estava bom”, afinal ela queria só um pouquinho de chuva. Pobre menina, o Universo estava devolvendo em alto e bom som a sua irritação, e a minha, com seus berros.

     Eu e o Vinicius estávamos de capa, porque diz a lenda que não pode entrar com guarda-chuva no estádio. Não era o que dizia os guarda-chuvas da 25 de Março que voavam com o vento. A chuva começou fraca, mas começou a aumentar, a aumentar e aumentar a ponto dos pingos doerem no corpo com a força que eles estavam caindo. Somem isso ao fato de raios e trovões estarem sobre nossas cabeças. Quando a gente finalmente se arriscou a abrir a boca, resolvemos que era melhor, enfim, perder o lugar e ir se abrigar em algum corredor. Quanta ingenuidade a nossa! Era impossível entrar em algum lugar! Então voltamos aos nossos lugares e pedimos encarecidamente que o Universo tivesse pena da gente.

     Duas horas depois, o Universo finalmente parou de nos castigar. Pouco a pouco as pessoas voltavam para seus lugares. Graças as capas de chuva não nos molhamos, mas a sensação era sim de pinto molhado. Não conseguíamos falar e nem nos mexer. Eu não conseguia nem abrir a minha bolsa para falar com a minha e dizer que estava viva! O pobre do Vinicius tremia mais que avião em turbulência.

     Aos poucos fomos nos recuperando e a alegria no estádio voltou. É claro que depois da tempestade de quase duas horas os banheiros femininos estavam lotados. E apesar de não estar molhada, meus sapatos estavam e o meu cabelo parecia uma vassoura voadora. Sem sucesso fui tentar arrumar a aparência de bruxa. Pasmem. Sabem quem eu encontrei no banheiro, toda maquiada, com roupa trocada e maquiagem a moda Beyoncé? A maldita garota do Universo!!!!!!


Michele Lima

Blogueira, tradutora, revisora, redatora, professora e pau pra toda obra. contato: michele_silvalima
@yahoo.com.br

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Comentários
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Nossa! Essa foi a chuva da minha vida. Não vejo a hora de ficar famoso e assistir aos shows dos camarotes VIPs, sequinho, tomando champagne e ainda por cima com espaço de sobre pra fazer a coreografia de Single Ladies e ivetesangalear geral!

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Gente! pelo visto eu perdi MESMO o show do século! rs!! Vini e Mi botaram pra quebrar!!

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E olha que ainda fala comentar o show em si!

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hahaha, no dia do show do Metallica não choveu!!

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Giovi, quanta crueldade!!!! Só pq a garota do universo não estava lá rsrsr

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