Noite em Casa - 500 dias com ela

Segue abaixo a resenha do filme 500 dias com ela  feita por Elda Rodrigues



500 dias com ela

Primeiramente posso afirmar que o filme 500 dias com Ela não é o típico “Chick Flick” (termo destinado para certo público alvo: as mulheres) ou a típica comédia romântica. O filme é dirigido pelo estreante em longas Michael H. Weber, que é mais conhecido por dirigir clipes e é o próximo diretor de O Homem Aranha.

Logo em sua frase inicial é possível notar que o filme não é uma comédia romântica nada convencional: “O filme a seguir é uma história de ficção. Qualquer semelhança com pessoas vivas ou mortas é mera coincidência. Especialmente para você Jenny Beckman. Puta”.

500 dias com ela narra de forma não-cronológica os 500 dias da história de “amor” vivida por Tom (Joseph Gordon) e Summer (Zooey Deschanel). Logo de cara percebemos que personagens com expectativas tão diferentes não poderiam dar certo. Tom é um cara muito legal que trabalha em uma empresa que cria cartões festivos, sua personalidade é demasiadamente romântica e ele acredita ter encontrado a mulher da sua vida em seu local de trabalho: Summer, uma garota um pouco racional, que simplesmente não acredita no amor, por conta do divórcio de seus pais, ainda em sua infância. Podemos perceber que a única coisa em comum entre os dois é gostar da banda The Smiths.

A película conta com uma excelente trilha sonora, animações, além de uma narração contada de forma interessante pelo diretor, com oscilações e desconstruções das emoções vivenciadas por Tom. Os altos e baixos da relação vivida pelos dois personagens passam a fazer mais sentido no decorrer do filme. É interessante destacar duas cenas, uma bastante engraçada que vem logo depois da primeira noite de amor entre os dois personagens, já que Tom sai dançando pelas ruas, irradiando felicidade (e tem até coreografia). Na segunda, a tela se divide em expectativas e realidade. O telespectador vivencia o que Tom espera do encontro e ao mesmo tempo o que acontece na dura realidade, (ao som de Hero da Regina Spektor). Tudo bem triste na verdade, mas só assistindo pra entender melhor.

Acredito que a maioria das pessoas continuará preferindo comédias românticas com finais felizes. Particularmente, o filme me serviu como um antídoto, pois me fez refletir sobre o fim dos relacionamentos, que faz qualquer um sofrer. No entanto, ninguém precisa cometer suicídio ou assassinato por causa disso, afinal com o tempo tudo pode ser superado. Duração: 95 minutos

    

Elda Rodrigues


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Blogueira, tradutora, revisora, redatora, professora e pau pra toda obra. contato: michele_silvalima
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Comentários
25 Comentários
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MI, obrigada pelo incentivo! Beijos
PS: Quero deixar bem claro: continuo gostando de comédia romântica com final feliz.
É que eu amei esse filme, foi um deleite, talvez não seja só pela história, pode ser pela trilha sonora, pela fotografia, pelos atores mais desconhecidos e todo o carisma deles.
Enfim, assistam homens, mulheres...

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Desde o começo Summer mostra que não está muito interessada nesse relacionamento. Tom é a mulher da história, além de ser muito imaturo. Até uma criança, como bem mostra o filme, é mais madura que ele.

O filme é uma comédia, mas não sei bem se romântica! Mas gostei e indico para todos.

Elda obrigada você pela resenha!

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Eu vi o filme e não gostei. Não porque eu esperava um final feliz, que, na minha opinião, desde o início dá para perceber que não vai existir. Não gostei porque achei o filme parado, chato, os personagens me irritaram.... Não achei um filme suuuper maravilhoso como todo mundo diz. Por que toda personagem que a Zoe faz em algum filme tem que ter sempre o mesmo perfil? Ela não muda nunca!
E essa coisa de "oh como o mundo fica mais bonito e feliz qdo Summer aparece" é péssimo!
Concordo que é interessante fazer um filme que vá contra todas as comédias românticas, mas precisava ser assim tão blééé????
E pelo que percebi, parece que eu fui a única que não gostei... devo ter algum problema, não é possível! hahaha

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Faz tempo que quero ver esse filme, todo mundo fala bem dele. Ótima resenha. Só uma coisinha, o termo correto usado para filmes e literatura destinados à mulheres é "chick Flick".

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Nem conhecia esse termo..... vou arrumar pra Elda.

Marcela, vc é igual ao filme, vai contra a maré! rsrsrsrsrs E quer saber? Acho isso muito bom! Concordo que desde o início está na cara de que não vai dar certo, mas quanto a Zooey, bom, sou suspeita pra falar qualquer coisa dela......

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É verdade os papéis se invertem, mas por que homem também não pode sofrer por amor?

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Talvez lhe falte sensibilidade Marcela e isso não é tão simples de ter.

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Acho que a questão não é ter ou não sensibilidade, homens podem sofrer, mas acredito que a Marcela quis dizer que o relacionamento deles estava fadado ao fracasso desde o princípio, só ele que não viu.

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Você tem todo direito de não ter gostado, claro.
Mas, me desculpe Marcela vc nunca amou? Só existem duas, ou talvez um chance segundo os cientistas de uma pessoa amar de verdade na vida, muitos talvez nunca terão esta oportunidade. E sim a gente quando vê a pessoa amada, se estivermos mesmo apaixonados, fica mais feliz, dá vontade sim de sair dançando por aí.

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Obrigado pelo toque Vinicius, realmente passou despercebido. Valeu Mi por ter arrumado.

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Quantas vezes a gente não quer se iludir, diga isso ao nosso coração ou cérebro. Sei lá. Por mais que fosse fadado ao fracasso a pessoa sempre tem a esperança que a outra pessoa mude, nos ame com o tempo. É o que penso...

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Já me disseram que esse filme criava polêmica, mas não sabia que era tanto!

Amar é algo simples, muito simples, as pessoas que complicam. E cientistas não sabem nada sobre sentimentos humanos. Aliás ninguém sabe nada rsrsrsrsrs!

O amor pode fazer as pessoas sairem por ai dançando e cegá-las a ponto de não ver o óbvio, concordo, mas não quer dizer que só pq a pessoa não é cega ela é avessa ao amor...

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Até hoje também não entendo por que cometer suicídio ou assassinato, quando a pessoa "amada" não nos ama mais? Será que nunca amei?
Gostei do filme, confesso que gostei bastante da trilha sonora também. Adoro The Smiths, Regina Spektor, Feist, She and Him... uhuhu

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acho q amar uma pessoa não é sair dançando e pulando e cantando e vendo o mundo cor-de-rosa. Também não é se iludir e você achar que vai mudar as atitudes e a forma de pensar do outro. Pessoas não mudam porque você quer que elas mudem ou porque você acha que pode fazer isso. Pessoas mudam porque querem.
Pelo que esses anonimos todos falaram ae amar é a mesma coisa que ser bobo. É legal aquela sensação de "butterflies in your stomach", mas acho q essa sensação não pode e nem deve ser tudo!
às vezes racionalizo demais, mas n acho que isso me torne insensível, como falaram ae.

Ah, e só pra esclarecer, eu gosto da Zoey, mas presta atenção nos papéis dela nesse filme, no Sim Senhor, nos episódios que ela aparece na série Weeds e me fala qual a diferença deles todos.

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Eu também concordo que a Zooey Deschanel é um pouco inexpressiva e que como atriz falta muito, ela precisa evoluir.
Sei que tenho que separar as coisas, mas eu me apaixonei por ela mais por fazer parte de uma dupla que acho fofa, que adoro, que é a única na atualidade que canta música dos anos 50 ou 60, que tanto adoro, a She and Him. É isso!
E sim curto todos os cantores e tenho a trilha sonora no meu ipod.

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Acho que todo apaixonado tem seu momento bobo de ser! Mas paixão e amor de verdade são coisas diferentes, amar exige maturidade e é isso que falta naqueles que cometem bárbaridades em nome do amor

Quanto a Zooey, talvez nenhuma diferença Marcela, mas a paixão cega e no momento estou cega pela Zooey! kkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

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Me diz se a Zooey não é mais expressiva cantando. Segundo video do cd Volume 2
http://www.youtube.com/watch?v=pZ3cTwI9bIw&feature=related

Gostei do filme e gosto de She and Him

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Acho que a Zooey é fofa e muito e nunca deixará de ser.Olha que linda:
http://www.youtube.com/watch?v=W4gKLSoH1LQ&feature=related

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Gosto dela, das músicas dela e tal. Acho ela fofa tb. Só acho q os personagens que ela interpreta são todos iguais. só isso.

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Alguns críticos dizem que a Zooey tem uma timidez em cena à la Audrey Hepburn, só que indie. Acho que até por ela cantar uma música mais alternativa ela não se encontrou como atriz, ou prefere ser assim mesmo nas interpretações.
Acho que o diretor merece uma chance,ele quis fazer um filme com elementos pop que se sustenta bastante na trilha sonora mesmo, ah eu adorei a dança.
Muitos dizem também que ele bebeu um pouco da fonte de Woody Allen,em Poderosa Afrodite e Todos Dizem eu Te Amo, por exemplo tem cenas com musicais e fica sim muito legal, na minha humilde opinião, claro!
Tem que embarcar, mas tem gente que achou lento mesmo, mas eu gostei! Como diz Quintana: " cada um pensa como pode".

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Ah, só pra lembrar como o filme não é romântico a cena que tem o musical não ficou pra mim como um sentido de oh... que idiota, como sou bobo, acho o diretor nem quis que parecesse isso, foi apenas uma brincadeira, com uma cena muito bem feita. Afinal artista que se preza nos Estados Unidos tem que ser completo, não? tem que saber dançar, interpretar e cantar, ufa!
O mesmo anônimo.

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Anônimos,vcs poderiam se identificar, né? A discussão seria mais proveitosa.

E que o filme não é romântico, ah isso ele não é mesmo.

pS: não gosto de Woody Allen...

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Bem, eu não puxo o saco de ninguém, acho ridículo, mas posso garantir aos anônimos (que provavelmente por algum motivo não quiseram ter os seus nomes revelados - eu mostro o meu sempre, mesmo sabendo que posso levar pedradas na cabeça) de que um comentário mais "áspero e direto" não mostra a insensibilidade de uma pessoa... conheço muito bem a Marcela e posso garantir-lhes de que estão enganados... E como não assisti ao fime prefiro não meter o meu bedelho (pelo menos por enquato rsrsrs)...
Ps: Adorei saber que não sou a única que não gosta do Woody Allen!! Ai Mi, que felicidade!! rsrsrs
Bjs Mari

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oiee, mi, eu já tinha visto esse filme , aproveito pra colar minha resenha:

Você já cansou de comédia romântica clichê com final feliz da mocinha e do mocinho, mergulhado em muita água com açúcar? Então pode festejar, pois o filme "500 Dias Com Ela" mostra sim o já batido tema relacionamento amoroso, mas não tem um final feliz de contos de fadas, ou seja, exibe com inteligência a realidade de quem procura um amor e muitas vezes não é correspondido, não por culpa do parceiro, mas como diz Joseph Gordon-Levitt (que vive Tom Hansen) em uma cena "você precisa sentir".

O filme faz com que o telespectador reflita várias situações e até mesmo se sinta na pele do personagem Tom, que acredita no amor e acha que Zoey Deschanel (Summer) é a mulher da vida dele, mas a moça não quer ter compromisso sério e acha que sempre as pessoas se machucam. O assunto é complexo e logo no início o narrador avisa: "Esta não é uma história de amor. Esta é uma história sobre o amor". E realmente passa várias mensagens que ninguém é de ninguém, nada é pra sempre, que devemos viver os momentos aproveitando cada instante, se não der certo o melhor da vida é poder tentar, recomeçar, tanto que o vai e vem dos 500 dias mostram exatamente isso, principalmente quando o contador zera para uma nova relação. Mesmo bastante não-linear, a história não fica confusa e é interessante o cenário mudando conforme o sentimento (alegria, tristeza) de cada situação do relacionamento dos personagens.

Durante o longa muitos torcem pelo casal, outras vezes odeiam Summer (talvez a atuação apática colabore). As moçoilas de plantão no cinema soltam gritinhos "ohhhh tadinhooo", defendendo Tom - já que o ator tem realmente carinha de bebê chorão - além de ótima interpretação. Pois é, o rapaz cresceu e está até mais bonitinho.

Marc Webb, conhecido diretor de videoclipes, que já trabalhou com feras da música como Weezer, Fergie, My Chemical Romance, Evanescence, entre outros, utilizou muito bem a técnica de edição com emoção embalados por uma trilha sonora que fisga os jovens, principalmente do mundo indie: Belle and Sebastian, The Clash, The Smiths, Black Lips, Feist, Simon & Garfunkel, Carla Bruni. Uma cena hilária é de Tom cantando bebum "Here comes your man", do Pixies, em um karokê.


NOTA: 8,5

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Gi, obrigada pelo comentário-resenha!

Eu gostei do filme tb! Não é e nem será o meu favorito, mas a montagem dele é ótima! E agora que vc falou, realmente o ator que faz o Tom tem cara de chorão! kkkkkkkkkkkk

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