Noite em Casa - A órfã

Com um pequeno atraso, é verdade, mas o Noite em Casa da semana traz a resenha de Marcelo R. de Moraes sobre o filme A Órfã.
  
A Órfã


Faz tempo que não vejo um filme de terror inteligente e que me faça sair da sala do cinema com a sensação de que o dinheiro foi bem investido. Quando o filme “A órfã” (Orphan, 2009) entrou em cartaz, infelizmente não pude acompanhá-lo na tela grande, mas tive a oportunidade de alugá-lo e constatar que o dinheiro da locação foi bem aproveitado. O filme é intenso, inteligente e tem um final surpreendente.
 
“A órfã” é um daqueles filmes que se destacam no gênero terror. Acima de tudo, prende nossa atenção do primeiro ao último minuto e, apesar de parecer previsível, consegue surpreender-nos. Há uma frase do trailer que diz: “Há alguma coisa errada com Esther”. E há mesmo. Na verdade, a história é contada de forma suficientemente sutil para que nunca possamos imaginar o segredo da pequena órfã.

O enredo é simples e não é propriamente original. Kate (a excelente atriz, indicada ao Oscar, Vera Farmiga) e John (Peter Sarsgaard) são um casal feliz e aparentemente normal, mas que vive atormentado pela morte prematura do seu terceiro filho – uma menina que morreu quando ainda estava no útero. John tenta ultrapassar as mágoas, mas Kate encontra mais dificuldades em simplesmente esquecer o sucedido, fato que os faz adotar uma criança. Após percorrerem várias instituições, Kate e John acabam por conhecer Esther (a novata Isabelle Fuhrman) – uma brilhante e erudita menina russa de nove anos de idade – e apaixonam-se pelo seu encanto. Ao torná-la mais um membro da família, todos pensam que estão no rumo certo para reavivar a felicidade. Porém, à medida que o tempo passa, Esther começa a mostrar alguns perturbadores sinais de que não é uma menina como as outras.

Bem filmado e com interpretações seguras, “A órfã” é um filme bastante agradável e a prova de que por vezes podemos mesmo ser surpreendidos pela caixinha de surpresas que é o cinema. Assume-se como uma interessante e agradável aposta cinematográfica para uma sessão de sábado à noite. Quer descobrir o que há de errado com Esther? Aposto que você pensa que ela é uma encarnação do diabo ou qualquer coisa semelhante. Ledo engano. Assista e descubra que nem tudo é o que parece ser.



Marcelo R. de Moraes

Blogueira, tradutora, revisora, redatora, professora e pau pra toda obra. contato: michele_silvalima
@yahoo.com.br

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Comentários
4 Comentários
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Ótima resenha, Marcelo. Quando tiver um tempinho, vou trazer "A órfã" para a minha casa.

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Esse filme ficou aqui em casa por um tempão e nunca tive muita curiosidade de vê-lo, mas depois de ler a resenha vou dar uma chance a Esther.

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Poxa tinha certeza que o Diabo estava no meio......!

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Eu já assisti e é muito bom, apesar de alguns exageros. Podem acreditar o final é supreendente mesmo,ninguém poderia imaginar. Recomendo !

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