Noite em casa - Watchmen


Hoje só farei uma única indicação por um simples motivo: com a derrota do Brasil na Copa do Mundo, todo mundo deve afogar as mágoas no bar da esquina. Os bêbados estão perdoados e acho até que não haverá nenhuma blitz em São Paulo para verificar o teor alcoólico dos motoristas. Por isso, minha única indicação de hoje vai para o brilhante filme Watchmen.

A verdade é que nunca acompanhei a história em quadrinhos criada por Alan Moore e Dave Gibbons, porém, segundos os fãs de Watchmen, o termo adaptação se divide em antes e depois desse filme. E deve ser verdade porque o enredo é tão cheio de detalhes que o filme chega a ter quase 3 horas.

O enredo não é muito complexo, mas o filme é cheio de histórias paralelas que se ligam a história principal. Resumidamente, Watchmen fala de alguns heróis mascarados que apareceram no início do século XX para combater ladrões e assassinos. No entanto, com o passar do tempo, sugiram muitos heróis e até a polícia se sente incomodada com isso. Por isso surge uma lei obrigando-os a revelar suas identidades. Na mesma época Dr. Manhattan sofre um acidente que o transforma completamente, dando a ele grandes poderes como prever o futuro, o teletransporte, a capacidade de se multiplicar quantas vezes quiser e manipular a matéria. No tempo atual há uma espécie de mundo alternativo em que Richard Nixon se reelegeu por 3 vezes, os Estados Unidos ganham a guerra do Vietnã (com a ajuda dos heróis) e o mundo está a beira de um holocausto nuclear. Como se tudo isso não bastasse, na atualidade do filme, em 1985, há um assassino a solta matando os membros do extinto grupo de heróis chamado Watchmen. No entanto, Rorschach (Jackie Earle Haley) está disposto a caçar o tal assassino.

Bom, até ai muitos podem pensar que essas histórias já foram retratadas várias vezes, principalmente no mundo dos quadrinhos, mas o que torna o quadrinho e conseqüentemente o filme interessante, é que os heróis não são simples heróis. Melhor que isso: não retratam nenhum tipo de estereótipos, ou seja, também não são típicos anti-heróis ou pessoas amarguradas com a vida, ou ainda heróis extremamente bonzinhos, são apenas heróis humanos.

Por exemplo: o filme começa com a morte do Comediante (Jeffrey Dean Morgan), um “herói” que está mais para vilão de tão escroto que é. Só conseguimos saber um pouco de sua vida e personalidade pelos flasbacks e nos deparamos com “herói” que mata sem piedade, sem diferenciar vilão ou inocente. Entretanto, em um determinado momento do filme, Rorschach afirma que Blake, o Comediante, um dia viu a verdadeira face da sociedade e resolveu então parodiá-la. Bom, se ele era um escroto é porque a sociedade......


Como se não bastasse a trama estar muito bem amarrada, ainda temos uma excelente trilha sonora e ótimos atores. Depois de Watchmen nunca mais vou ver Jeffrey Dean Morgan como um bom rapaz, sonho de qualquer garota, como ele era no papel de Denny Duquette em Grey´s Anatomy. Acho que essa é a maior prova de sua magnífica interpretação como o nojento Comediante. Até a Carla Gugino (segunda Espectral) estava bem no papel! Visualmente falando o filme também não deixa a desejar e a câmera lenta funciona muito bem em diversas cenas.

Resumindo: um ótimo filme, inteligente, com ação, romance, drama, ficção, ou seja, Watchmen é para todos os gostos! Duração: 163 minutos.


    


Michele Lima


Blogueira, tradutora, revisora, redatora, professora e pau pra toda obra. contato: michele_silvalima
@yahoo.com.br

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Comentários
3 Comentários
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e pior que tem gente que acha ruim, mas é pq não acompanha os quadrinhos...e no fim cada um faz uma leitura tb

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Eu curti o filme, fiz ate uma copia, apesar do filme ser mto looongoooooo...kkkkkkkk

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O filme é muito longo mesmo Lipe, é praticamente O Senhor dos anéis do HQ!!!

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