Noite em Casa - Ilha do medo


O filme "Ilha do Medo" (“Shutter Island”) dirigido por Martin Scorsese é uma adaptação do livro de Dennis Lehane, chamado “Paciente 67”. A história é ambientada no ano de 1954 numa ilha isolada na cidade Shutter Island e mostra o oficial de polícia Teddy Daniels (Leonardo Di Caprio) e seu parceiro Chuck (Mark Buffalo) investigando o desaparecimento de uma assassina que cumpre pena num manicômio judicial. A investigação é cercada de mistérios e logo percebemos que não será tão fácil encontrar a suposta fugitiva e nem se livrar da ilha. Isso ocorre porque é quase impossível alguém fugir da prisão a não ser tendo ajuda de alguém, além do fato do acesso de entrada e saída da ilha ser muito bem controlado.

Portanto, todas as evidências levam o investigador a suspeitar que o manicômio sirva para a prática de experiências feitas no cérebro dos pacientes, que segundo ele, servem de cobaias humanas. Dessa forma sua missão passa a ser outra: descobrir e denunciar suas suspeitas às autoridades.

Durante o processo investigativo o oficial começa a sofrer de enxaquecas e o médico vivido pelo excelente ator Ben Kingsley começa a medicá-lo. O drama psicológico central do filme começa a partir daí, pois o detetive passa a ter alucinações com sua esposa falecida e flasbacks com os campos de concentração onde esteve durante a Segunda Guerra Mundial. Não dá pra contar muito, senão a gente entrega o suspense, afinal o que todos esperam é que tudo seja revelado no final, mas não é bem isso que acontece nesse filme.

Os críticos mais exigentes acham o filme óbvio demais, pois logo percebemos o que se passa com o personagem central, o oficial Teddy Daniels. No entanto, particularmente considerei o filme dirigido por Scorsese muito bem realizado. Fico feliz de poder presenciar a grande competência desse maravilhoso diretor que dá valor aos mínimos detalhes e que por isso mesmo recriou com maestria o estilo film noir, dando todo o clima de suspense.

Martin Scorsese quis se aventurar pela mente humana só que de forma despretensiosa, mas nos fazendo refletir sobre linha tênue que existe entre a sanidade e a loucura. “Ilha do medo” tem ótimos atores e excelente direção e consegue surpreender. Recomendo para que todos tirem suas próprias conclusões. Duração: 148 minutos

     


Elda Rodrigues

Blogueira, tradutora, revisora, redatora, professora e pau pra toda obra. contato: michele_silvalima
@yahoo.com.br

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Comentários
9 Comentários
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Gostei do post, MI.
Adoro tudo que é relacionado a mente humana.
Parabéns!!
TUKA.

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Quando esse filme estava nos cinemas eu pensei que fosse de terror mesmo, mas depois da sua resenha Elda, cheguei a conclusão que é um filme de suspense!

Agora eu vou querer ver!

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Mi, o filme é de suspense, não dá medo, só é sombrio. Vale a pena assistir!

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Oi Tuka, valeu, mas o post é da Elda! rsrsrsrs

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Muito bom o filme. Concordo, em partes, com a suposta obviedade citada por alguns críticos mas ainda assim, muito bem feito. Lógico que os mais fantasiosos certamente insistirão por toda a vida com as teorias conspiracionais sustentadas pela personagem principal. Enfim, confesso: rendi-me completamente a Leo, o Di Caprio. Háá!! xD

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Angelo quanto tempo!!!!

Sabia que vc ia gostar desse filme!! Se rendeu ao Leo? Eu me rendi a ele desde o filme "Prenda-me se for capaz" kkkkkkkkkk

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ai jisuis qto mais vejo filmes e livros .. .mais fico nervosa pq nunca consigo assistir todos ou ler todos kkkkkkkkk

hey , mi, vc tá lá no filmow? se tiver, me add
http://filmow.com/usuario/gijornalista/filmes/ja-vi/

bjus

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Assisti esse filme no cinema, e realmente tive ideia do que se passava um pouco tempo... Mas com certeza concordo que isso não tira o mérito dessa produção. Gosto quando os filmes fogem da linearidade, quando utilizam-se do psicológico. Outro fator que considerei é Leonardo DiCaprio em outra tentativa de fugir dos filmes românticos ... particularmente acredito que esse gênero o valoriza muito mais.
http://tatianerodriguess.blogspot.com

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Oi Tati! Passei no seu blog e achei super legal! Obrigada pelo seu comentário!

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